10/09/2016

Crianças na Caça as Bruxas da Santa Inquisição em Navarra, Espanha


Duas meninas acusadas de bruxaria tornam-se a peça principal na acusação e no julgamento das bruxas que iniciou um grande movimento dentro da própria Santa Inquisição.



Em 1525, a Caça às Bruxas na comunidade de Navarra, na Espanha, marcou a primeira aparição oficial de um caçador de bruxas profissional no registro histórico. Quando a comissão de julgamento foi despachada para as montanhas para manter as pessoas no caminho espiritual correto, houve muita matança. Essas ações, oficialmente, não faziam parte da Inquisição Espanhola, já que Navarra era uma comunidade autônoma.


O comissário Navarro foi acompanhado por duas irmãs, com idades entre 9 e 11 anos, que eram conhecidas como bruxas. Elas eram suas armas. Quando chegaram a uma das vila, eles ficaram instalados em duas casas separadas.

As meninas iriam examinar cada morador por sinais que os identificariam como um dos seus irmãos do mal. Os moradores concordaram com estes exames para provar que não eram bruxos. E assim seguiu a expedição de julgamento, com as duas crianças liberando ou condenando as pessoas, arbitrariamente, através de todas as casas do vilarejo, realizando prisões e execuções.


As meninas examinaram aproximadamente 400 pessoas. Dez mulheres e dois homens foram condenados como bruxos. Os exames de outros dois foram inconclusivos. Enquanto isso, a caçada tinha chegado ao conhecimento do Conselho Supremo da Inquisição Espanhola. Eles questionaram que tinham jurisdição sobre os acusados e fizeram requerimento de um julgamento oficial.


Não surpreendentemente, a Inquisição Espanhola ganhou, e 30 pessoas de Navarra consideradas como bruxas de acordo com os regulamentos oficiais foram levadas a julgamento. O resultado disso tudo levou à conclusão de que a prática do sabbat das bruxas (rituais de colheita, prosperidade e fertilidade) era real, ou seja, não era coisa da imaginação dos acusados. Eles criaram também um conjunto de orientações que seriam colocadas em prática durante os julgamentos futuros e, por fim, puniram as feiticeiras Navarra, onde cerca de 40 pessoas perderam suas vidas.


A partir deste evento, o uso de crianças bruxas para a identificação de outros bruxos tornou-se muito popular, já que acreditavam que elas enxergavam algo além por causa de seus supostos poderes, herdados de seus pais. Muitos outros julgamentos utilizaram essa arma infame para condenar, torturar e matar pessoas que não eram convenientes para a sociedade. O mais famoso desses julgamentos foi o das Bruxas de Salém. Crianças são facilmente influenciáveis e muitas vezes realizaram identificações falsas, levando à condenação os adultos com quem possuíam relações tensas, tais como seus professores e vizinhos puritanos.




No início das práticas da Inquisição, ficou decidido que as bruxas raramente mereciam a morte, a menos que magias malignas e espíritos foram claramente envolvidos. Os esforços se concentraram mais na reeducação das bruxas. Mas infelizmente, esse tratamento misericordioso só durou até por volta de 1610. O reinado do inquisidor Alonso de Salazar y Frias, o "advogado das bruxas", também havia poupado as bruxas de um tratamento mais severo.

Assinatura do Inquisidor Alonso Salazar y Frias

Ele foi um dos caras que lutou contra as injustiças das Comissões de Caça às Bruxas, alegando, após pesquisas aprofundadas e mais de 8 meses de expedição de investigação, que na maioria dos casos, não era possível provar verdadeiramente o envolvimento das pessoas com práticas malignas. Além disso, ele defendia que as confissões se tratavam mais da superstição e da ignorância da população, do que de bruxaria de fato. Ele não acreditava no poder da Magia, portanto, achava que essas pessoas só precisavam de instrução cristã.

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Fontes e agradecimentos: Google Books

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