Verdadeira Historia de Sadie, da Coleção Living Dead Dolls - Creepypasta, Historias de Terror


Sadie foi a primeira criança morta a ser transformada em boneca para o lançamento da coleção Living Dead Dolls em 1998, nos Estados Unidos por Ed Longa e Damien Glonek. Ela foi feita inicialmente à mão e depois passou a ser comercialmente fabricada pela Mezco Toyz a partir de 2001. As bonecas têm 25 cm de altura, feitas de plástico, com roupas de tecido e vêm embaladas em caixas em forma de caixão com suas certidões de óbito. São ocasionalmente inspiradas por pessoas reais, mas são descritos explicitamente como bonecas, e não representam as crianças mortas reais. São destinadas a um público adulto com idades acima de 15 anos. Nesta Creepypasta, conheça a história de Sadie.

A História de Sadie


26 de abril de 1969. Uma jovem caminha de volta para casa na escuridão, balançando sua bolsa em forma de caixão em uma mão e um buquê de rosas pretas que ela tinha pego na outra mão. O nome dela é Sadie.

Sadie é uma garota muito estranha. Não fosse a palidez de sua pele, você não a enxergaria no escuro, considerando seus cabelos negros e o vestido de ébano que ela usava. Até mesmo seus olhos eram negros, com olhares tão penetrantes que advertiam a todos que a deixassem em paz. Sadie não era uma menina comum e todos sabiam disso. Seus colegas da escola tentavam intimidá-la, cantando a música da Família Adams quando ela passava: os professores ignoraram o bullying e seus pais tinham medo dela. Talvez eles tenham desenvolvido essa indiferença e medo por ela porque ela assassinou todos os animais de estimação que já teve na vida, mas ainda assim, os pais devem amar seus filhos, não importa como eles são; pelo menos era o que Sadie pensava.

Sadie não entendia porque ninguém gostava dela, em sua mente, ela era a melhor em todo este planeta abandonado. E ainda assim, ela cometeria uma má ação após a outra, como empurrar outras crianças do escorregador, assar biscoitos cheios de merda e furar os pneus dos carros de seus professores. Não é de se admirar que alguém a tenha matado.

Ao longo do caminho, ela passou em frente às casas com grandes árvores atrás delas. Seu bairro era cercado por uma floresta muito densa e assustadora que mesmo o mais bravo dos homens não ousaria passear por ela sozinho. Sadie já estava próxima, mas para chegar em sua casa precisaria passar em frente à casa de Damien, seu vizinho. Damien era um menino, alguns anos mais velho que Sadie que odiava a tudo e a todos com verdadeira paixão, quase tanto quanto Sadie. Você quase diria que eles eram gêmeos, porque ele também tinha olhos negros penetrantes e cabelos longos e escuros. No entanto, Damien era um sedutor, ao contrário de Sadie, e assim, as pessoas gostavam dele. Um mentiroso talentoso que poderia fugir de todos os crimes que cometesse, inclusive assassinato.

Damien sempre carregava um estilingue com ele, e usava constantemente contra todos, e sua munição eram balas bb (bolinhas de plástico) e pedaços de borracha. No entanto, como Sadie passou em frente ao gramado de sua casa, a coisa mais próxima que ele encontrou foi uma noz. Mirando o rosto da menina, ele chamou sua atenção antes de disparar.

"Ei, Sadie, pensa rápido!"

Sadie virou-se para olhar diretamente para o menino, mas antes que pudesse insultá-lo, ela estava deitada no chão, segurando seu olho e gritando de dor. Damien tinha acertado seu olho direito, forte o suficiente para estourar seu globo ocular. O sangue escorria sem para e a agonia era insuportável. Damien deu uma risada idiota, como os meninos costumam fazer, e aproximou-se dela, ajoelhando-se.

"Ah, relaxa, foi só uma brincadeira", disse ele. As lágrimas de Sadie misturavam-se ao sangue e ela gritou para ele: "Não vai ser tão engraçado quando eu contar a todos o que você fez!". Os olhos de Damien se arregalaram. Ele nunca havia sido pego por nenhum crime que cometeu. Seus pais o matariam. Eles o mandariam para a cadeia e ele não queria ir para um lugar tão sujo e assustador. Ele não deixaria que Sadie arruinasse sua vida.

"Não, não vai. Porque você não vai estar viva pra contar a ninguém", disse ele calmamente, enquanto estendia um canivete que sempre carregava em seu bolso de trás. Ele era de seu pai, mas Damien nunca contou que havia roubado. E antes que Sadie tivesse a chance de dizer "Não!", o garoto a esfaqueou impiedosamente até a morte. Mas ele precisava esconder o corpo, porque pensou que seus pais haviam acordado com os gritos e sairiam no gramado pra ver o que acontecia. Então ele arrastou o corpo para o quintal, com a faca ainda cravada no abdômen de Sadie, lançou seu corpo em uma velha carroça e avançou pela floresta.

Enquanto a maioria das pessoas se perderiam na imensidão daquelas árvores, Damien constantemente brincava por lá, então ele sabia entrar e sair de lá facilmente. E ele sabia onde esconder o corpo de modo que nunca ninguém a encontrasse. Pouco tempo depois, ele voltou tranquilamente para sua cama, sem acordar seus pais, deixando Sadie na Floresta Sombria.

Mas Sadie não foi para o céu, mas também não foi ao inferno, porque a regra era que crianças nunca vão para o inferno. Ao invés disso, sua alma foi condenada a vagar pela terra sem um corpo, como um fantasma. Por falta de pistas e testemunhas, o caso de seu desaparecimento foi arquivado em pouco tempo. Isso transformou o espírito de Sadie em algo malignamente vingativo, porque ela queria ver Damien pagar por seu crime, mas nunca suspeitaram dele. Três anos se passaram até que ela foi dada como morta e todos já haviam se esquecido dela. E Sadie não soube lidar com isso.

"Esqueceram de mim... que idiotas! Todos eles... Maldição sobre eles... Eles simplesmente não se importam...", Sadie gritou para a imensidão, sem que nenhuma alma pudesse ouvi-la. A polícia nem havia se importado, já que para eles ela não passava de uma delinquente. Seus colegas logo se esqueceram dela, e mesmo seus pais, que estavam tristes no começo, agora admitiam estar mais felizes sem ela.

"Eles vão ver...", disse ela encarando sua sepultura não marcada embaixo da macieira. "Todos eles vão ver. Eles nunca serão capazes de me esquecer, nenhum deles. Eles se lembrarão do meu nome para o resto de suas vidas...!" Toda a raiva de Sadie foi derramada sobre seu cadáver, esquecido em uma cova rasa. Uma raiva tão densa que Sadie estava viva novamente. Sua mão branca explodiu saindo da terra, por onde ela traçou seu caminho para fora. Levantou-se lentamente e limpou toda sujeira que pôde de seu corpo, agora frio e leproso. Olhando para baixo, ela arrancou a faca que ainda habitava seu estômago. Ela não sentiu dor. Ela realmente ainda estava morta, mas de alguma forma, viva também. Saltando de volta à sua cova, ela procurou e encontrou sua bolsa em forma de caixão. E então ela caminhou para fora da Floresta, em direção à casa de Damien.

26 de fevereiro de 1972. Damien dormia em sua cama, sonhando em como seria se ele governasse como um Rei. Fogo e Anarquia encheriam as ruas e as pessoas poderiam mentir, roubar e matar. Mas seu lindo sonho foi interrompido pelo som da queda de um copo que estava em sua cabeceira, que se estilhaçou quando alcançou o chão. Acordado, sentou-se na cama. "Como essa coisa caiu sozinha?!", perguntava ainda confuso. Então ele ouviu algo arranhar a porta de seu quarto. Ele encolheu-se de medo e cobriu-se até o pescoço com seu cobertor. "Quem está aí?! Seja quem for, saia agora!"

Até este ponto, Sadie estava apenas se divertindo. O menino parecia estar prestes a mijar nas calças. Foi quando o campo eletromagnético gerado pela presença de Sadie fez com que a lâmpada ligasse e desligasse insanamente. Ela simplesmente ouvia, com prazer, os gemidos de terror que Damien emitia. Mas quando ele criou coragem para levantar-se e tentar apagar definitivamente a lâmpada para cessar a cintilação, um pequeno quadro com a foto de Damien ainda bebê, que estava pendurado na parede, voou quase atingindo sua cabeça e bateu contra a parede, ganhando dele um grito de horror. Chegando-se por trás dele, que ainda estava sentado na cama, atordoado, Sadie tapou sua boca, calando-o e sussurrou: "Agora, Damien, não seja um maricas! Eu só estou brincando com você!"

Ele não podia acreditar que estava ouvindo aquela voz. Não podia ser ela! Ela estava morta... E, olhando para cima, pôde ter a certeza de que era ela sim. Certamente era Sadie, ela parecia a mesma de três anos atrás, exceto por seus olhos... Eles não eram mais negros, mas ao invés disso, brilhavam, de um branco que poderia lhe cegar as vistas e que parecia imobilizá-lo, como que hipnotizado.

"Eu não serei esquecida!", disse Sadie, puxando a faca que escondia atrás de suas costas.


Na manhã seguinte os pais de Damien encontraram seu filho morto, com a íris dos olhos revertidas, olhos brancos de terror e incontáveis feridas de faca por todo o corpo. A polícia finalmente encontrou a evidência que o ligava ao assassinato de Sadie. Eles encontraram, embaixo de sua cama, a bolsa da menina, ainda com muito sangue seco grudado nas costuras, que as análises de DNA comprovaram ser dela, e amostras de terra, que a perícia forense conseguiu provar que pertencia a algum ponto daquela floresta imensa e sinistra. O verdadeiro assassino de Sadie havia sido revelado, para o choque daquela comunidade que mal enxergava além de um palmo do próprio nariz. No entanto, o corpo de Sadie jamais foi encontrado, apesar de todas as buscas, análises e deduções.

Desde então, sua história tem sido contada como uma perigosa lenda urbana de um fantasma vingativo, em que as crianças contam umas às outras que, se você não acreditar no poder de Sadie, ela iria dirigir sua vingança imortal em cima de você. Nunca se esqueça de Sadie...

...FIM...

Curiosidades sobre esta história

Poema de Sadie


"Watch this little one,
She's pining away,
With her butcher's knife,
Coffin purse
And black bouquet."

"Veja esta pequena,
Ela está definhando,
Com sua faca de açougueiro,
Bolsa de Caixão
E um negro Buquê."

Poema de Damien


"This little boy has a trick
Up his sleeve.
At least one slingshot
And three books to read bleed."

"Este garotinho tem um truque,
Em sua manga,
Pelo menos um estilingue,
E três livros sangrentos para ler"

Significado das mortes

Sadie: 26 de abril de 1969. Possível conexão com uma seguidora de Charles Manson, chamada Susan Atkins, que foi renomeada em seu batismo na seita como "Sexy Sadie", após a canção "I am the Walrus" dos Beatles. Damien, um dos criadores da boneca diz que esta teoria está errada: na verdade, a data, 26 de abril de 1969, foi o dia em que Paul McCartney realizou uma coletiva de imprensa para refutar rumores malucos sobre sua morte estar sendo mantida em segredo - provas incluíam a letra da canção "I am the Walrus", tocada de trás pra frente. É suposto que ele tenha morrido em um acidente de carro e seu corpo tenha sido ocultado, como na história de Sadie. Manson também acreditava que os Beatles estavam falando com ele através de suas canções.

Damien: 29 de fevereiro de 1972. Desconhecido, mas acreditam ser a data de nascimento de Damien Glonek, um dos criadores da bizarra coleção. Fãs acreditam que o personagem faz alusão ao filme "The Omen" (Lançado no Brasil como "A Profecia"), de 1976 e remasterizado em 2006, foneticamente parecido com "Damien", que conta a história de um menino que é filho de Satanás e está destinado a ser o Anticristo (Lembra do sonho de Damien antes de Sadie aparecer?).

Fontes e agradecimentos:
Living Dead Dolls Arquive
Dead Eris Better

Redes Sociais