Relatos Sombrios: O Andarilho


Este relato assustador foi enviado por QueenEvan, do Estado de Nebraska, EUA. Uma experiência vivenciada por ela mesma, em sua casa e com seus familiares. Quem seria o Andarilho Misterioso?

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Eu me lembro de estar voltando pra casa naquele dia, era uma quarta-feira, e acabara de sair do treino de voleibol com as outras garotas da escola. Era algo em torno das oito da noite. Minha rua não tem uma boa iluminação pública, mas quando estava a cerca de dois quarteirões do meu destino, vi um homem virar a esquina e entrar rapidamente pelo portão de nossa casa. Achei aquilo estranho, visto que ele nem sequer bateu palmas ou chamou por alguém em especial.

Apressei o passo e quando cheguei em casa, olhei em todos os cômodos para ver quem era, já que eu estava esperando uma visita naquela noite e pensei que era ele. Fui até a cozinha, onde minha avó estava e lhe perguntei: "Ei, vó, quem era aquele homem que chegou um pouco antes de mim?" Ao que ela me respondeu: "Ninguém veio antes de você. Por quê?". Olhei para ela um pouco confusa e disse: "Como assim? Quando eu estava quase chegando, eu vi um homem entrar na casa. Ele veio da esquina e entrou aqui." Minha avó colocou a tampa na panela em que estava cozinhando e disse, enquanto caminhava para o quintal: "Você deve ter visto um fantasma, menina, porque ninguém entrou aqui!", com um leve tom sarcástico. Isso me deixou chocada, pois eu vi.

Eu deixei isso pra lá, mas alguns dias mais tarde, estávamos vovó, minha tia e eu na varanda, como sempre fazíamos à noitinha quando estávamos de bobeira. Estávamos rindo e conversando enquanto elas fumavam seus cigarros. Minutos depois, vimos um homem sair andando do nosso quintal e atravessar a rua em direção ao grupo de apartamentos que ficava a poucos metros de nossa casa. Minha avó disse: "Oh, meu Deus, vocês viram aquilo?" Eu não vi nada no início, mas minha tia viu. Eu estava meio distraída, mas olhei para elas e disse: "O que aconteceu? O que vocês viram?" Minha tia respondeu: "Eu vi um homem sombrio que saiu do muro da nossa casa e foi para o condomínio de prédios do outro lado da rua." "Parem de tentar me assustar! Eu sei que vocês estão mentindo pra mim!", respondi um tanto incrédula. Eu olhava fixamente na direção dos prédios e pouco tempo depois eu o vi retornando à nossa casa e desaparecer bem antes de chegar ao muro, como uma nuvem negra que se desfaz ao vento. Um sopro gelado nos fez acordar do que parecia ser um transe e, quando me dei conta, minha tia e minha avó estavam recolhendo as coisas e entrando apressadamente para o interior da casa. Eu apenas segui o fluxo, apavorada.

Nós trancamos a porta rapidamente. Meu tio trabalharia no turno da noite aquela semana e estávamos completamente sozinhas, apenas mulheres e crianças, desprotegidas de um ser que não conseguíamos identificar. Minha tia buscou o meu primo, que ainda era um bebê e estava dormindo no berço, chamou o meu outro primo de 4 aninhos e fomos todos sentar na sala para assistir um filme, afim de esquecer o ocorrido. Nem bem nos acomodamos direito, meu primo de 4 anos começou a chorar dizendo: "Sai daqui, fique longe de mim!" Minha tia olhou para ele assustada e perguntou: "Com quem você está falando? Não tem ninguém lá!" Ele insistiu dizendo: "O homem, o homem, o homem, ele não vai embora, ele está me assustando!" Minha avó o abraçou e aos poucos ele foi se acalmando.

Algumas semanas mais tarde, minha tia teve que sair com minha avó até o centro da cidade e levaram meu primo de 4 anos com elas. Eu fiquei cuidando do bebê, que na época, tinha apenas 5 meses de idade. Eu o coloquei em seu berço enquanto dobrava algumas roupas que havia recolhido do varal. Eu ainda estava muito nervosa pelos acontecimentos recentes sobre o tal homem e confesso que tentava não pensar sobre isso, afinal, eu estava sozinha em casa com o bebê e era umas 2 horas da tarde. Alguns minutos depois de começar a dobrar as roupas, o bebê começou a rir e estava olhando em uma determinada direção, rumo ao corredor, fora do quarto. Fui até a porta para ver quem era e não havia ninguém lá. Tentei ignorar o ocorrido e liguei a televisão para distrair minha mente e o bebê. Peguei-o no colo e desisti das roupas.

A essa altura eu já estava rezando para vovó e minha tia voltarem logo pra casa, quando ouvi alguém subir os degraus para o andar de cima. Pensei imediatamente, com grande alívio, que pudesse ser elas, com as mãos cheias de compras e muita conversa alegre da rua. Fui verificar e vi  aquele homem de novo, caminhando em direção ao meu quarto. Eu não quis ir até lá, pois eu estava com medo! Fui para a varanda, na entrada da casa, com o bebê no colo.

Mais tarde, quando todo mundo chegou em casa, eu contei a eles o que aconteceu. Meu tio disse: "Caramba, isso é loucura, mas eu acho que é o vovô Raymond, porque ele sempre gostava de ir ao nosso quarto. Não tenha medo dele, mas também não o receba, porque pode não ser ele de verdade."

De certa forma, eu fiquei aliviada. Ele certamente me fez acreditar em fantasmas, pois eu nunca achei que isso fosse possível, porque eu nunca tinha visto ou ouvido nada sobrenatural. Até hoje, vez ou outra, alguém em casa vê, ouve ou sente alguma coisa, mas com menos frequência e intensidade. Aprendemos a conviver com isso, sem interagir. Hoje eu sei que eles realmente existem.

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E então, o que vocês acham? Já passaram por algo parecido? Compartilhe essa história com seus amigos e veja quem é o mais medroso da sua turma! hehehe...