Mindfuck: Solipsismo, uma breve teoria sobre a Realidade


Certa vez, há 5 anos atrás, alguém criticou minha verdadeira paixão pelo terror, anarquismo e filosofia. "Você vive em um mundo de sonhos, deveria viver a Realidade", a criatura me disse. Passei dias pensando sobre isso e até escrevi um ensaio, onde eu me questionava sobre o que era afinal a tal "Realidade". O que você vai ler nas próximas linhas são algumas teorias que vão ferrar a sua mente de uma vez por todas e colocar todos os seus botões para analisar o quanto podemos estar mergulhados em uma Matrix que acreditamos ser real...

(01) A Gênese da Ideia

Arte Digital Surrealista
Solipsismo é uma concepção filosófica de que, além de nós (seres físicos), existem apenas as experiências. Entre as muitas versões desta espécie de ceticismo, está a teoria do poder absoluto do Agora, que debate firmemente a não existência do passado e do futuro. A gênese desta teoria é atribuída a Max Stirner, pseudônimo de Johen Kaspar Schimidt (1806-1856), escritor e filósofo alemão. Só para você ter uma ideia da profundidade disso tudo, o cara é considerado um dos precursores do Existencialismo (aquela sensação de desorientação e confusão face a um mundo aparentemente sem sentido e absurdo) e do Anarquismo Individualista (a "luta de cada um contra todos", não como movimento social de revolução contra o Estado, mas como fenômeno filosófico para atender aos interesses peculiares de um certo grupo. Os góticos e os transcendentalistas são um ótimo exemplo). A teoria dele que supostamente gerou esses dois movimentos que citei é o "Egoísmo". O nome pode levar a interpretações errôneas, porque na nossa sociedade é um xingamento ou um defeito muito grave ser considerado egoísta. Mas originalmente, a ideia consiste em garantir a liberdade dos indivíduos enquanto seres únicos, onde somente quando a pessoa percebe que lei, direito, moralidade, religião, etc., são nada mais que conceitos artificiais para o controle social e não autoridades sagradas a serem obedecidas, é que poderá agir livremente. Outra coisa interessante sobre este cara é que ele influenciou, absolutamente, a Nietzsche, sendo este último muitas vezes considerado como plagiador.

Agora, entendamos, na prática, o que isso tem a ver com o título.

(02) "A mulher dos meus sonhos"

Quadro de Giovanni Segantini
Todos conhecemos a experiência: estamos tendo um sonho delicioso e lindo, interrompido repentinamente e de maneira rude pelo alarme. Acordamos e começa nosso dia. É mesmo?

Você pode ter certeza de que não está sonhando exatamente agora, que não esteve sonhando toda sua vida? Essa não é meramente uma pergunta do filósofo dorminhoco, porque, se você não tem certeza de que não está sonhando, então como pode ter certeza de que qualquer coisa na qual acredita em relação ao mundo é verdade?

Poderia dar um beliscão em si mesmo? Bem, poderia, mas então como você saberia que não está sonhando sobre o beliscão e depois estaria fazendo a transição para um sonho diferente?

Uma vez eu decidi fazer um diário de meus sonhos. Rapidamente descobri que só conseguia me lembrar dos sonhos que tive pouco antes de acordar, aí comecei a acordar durante a noite para registrá-los. Algumas noites desse sono interrompido e eu estava exausto! Então meu corpo (ou minha mente) decidiu me enganar: acordei uma manhã e descobri que meu caderno estava, na verdade, vazio. Eu tinha sonhado que havia acordado para anotar meus sonhos!

Nesse ponto, percebi que havia sido derrotado, mas também sabia que tinha um problema mais sério. Tenho certeza absoluta, 100%, de que estou acordado escrevendo isso. Também tenho certeza absoluta, 100%, de que tenho uma esposa, um corpo físico e de que os outros objetos físicos existem, porque consigo perceber todas essas coisas. No entanto, também estava completamente seguro durante minha fracassada experiência de que estava acordado e anotando os sonhos, e olhe até aonde isso me levou.

Pode ser, então, que quase tudo em que acredito sobre o mundo seja falso? Que até minha adorável esposa é, literalmente, apenas a mulher dos meus sonhos?

(03) Ferrando sua mente


Portanto, o que é a Realidade? Segundo o dicionário, é "tudo o que existe", seja ou não perceptível, acessível ou entendido pela ciência, pela filosofia ou qualquer outro sistema de análise. O que é Real é tido como aquilo que existe fora da mente ou dentro dela também. A ilusão, a imaginação, embora não esteja expressa na realidade tangível extra-mentis, existe ontologicamente (parte da metafísica que trata da natureza, realidade e existência das entidades; Ontologia é a "ciência do Ser"), ou seja, intra-mentis. A ilusão, quando existente, é real e verdadeira em si mesma. A realidade interna ao ser, seu "mundo das ideias", embora na qualidade de argumento ontológico (fictício, imaginário ou idealizado) pode ou não ser existente e real no mundo externo.

Quanto ao externo - o fato de poder ser percebido só pela mente - torna-se sinônimo de interpretação da realidade, de uma aproximação com a verdade. A relação íntima entre realidade e verdade, o modo em como a mente interpreta a realidade, é uma polêmica antiga (Platão e Aristóteles sobre a "natureza do real": idealismo e realismo). No cerne do problema está presente a questão da imagem (a representação sensível do objeto) e a da ideia (o sentido do objeto, a sua interpretação mental ). Em senso comum, realidade significa o ajuste que fazemos entre a imagem e a ideia da coisa, entre verdade e verossimilhança.

Na interpretação ou representação do real, (verdade subjetiva ou crença), a realidade está sujeita ao campo das escolhas, isto é, determinamos parte do que consideramos ser um fato, ato ou uma possibilidade, algo adquirido a partir dos sentidos e do conhecimento adquirido. Dessa forma, a construção das coisas e as nossas relações dependem de um intrincado contexto, que ao longo da existência cria a lente entre a aprendizagem e o desejo: o que vamos aceitar como real? Portanto a realidade é construída pelo sujeito cognoscente; ela não é dada pronta para ser descoberta.

A verdade (subjetiva) pode, às vezes, estar próxima da realidade, mas depende das situações, contextos, das premissas de pensamento, tendo de criar dúvidas reflexivas. Às vezes, aquilo o que observamos está preso a escolhas que são mais um conjunto de normas do que evidências.

(04) Realidade dos Fenômenos


Em um nível muito mais amplo e subjetivo, experiências privadas, a curiosidade, a investigação e a seletividade envolvidas na interpretação pessoal da realidade externalizada pelos eventos pode ser vista por um e apenas um indivíduo e, portanto, é chamada de fenomenológica. Enquanto essa forma de realidade pode ser comum aos outros, ele pode às vezes ser tão único para alguém que nunca será experimentado por mais ninguém. Muitas das experiências consideradas espirituais ocorrem neste nível da realidade.

A Fenomenologia é um método filosófico desenvolvido nos primeiros anos do século XX por Edmund Husserl. Na concepção de Husserl, a fenomenologia essencialmente se preocupa com as estruturas da consciência e os fenômenos que aparecem em atos da consciência, objetos de reflexão sistemática e análise. Tal reflexão passou a ocorrer a partir de um ponto de vista em "primeira pessoa" altamente modificado, estudando os fenômenos não como eles aparecem para a "minha" consciência, mas a qualquer consciência. Husserl acreditava que a fenomenologia poderia, assim, proporcionar uma base firme para o conhecimento de todos os seres humanos, incluindo o conhecimento científico, e poderia estabelecer a filosofia como uma "ciência rigorosa".

(05) Verdade vs. Fato


O termo "verdade" não tem uma definição única sobre a qual a maioria dos filósofos profissionais e estudiosos concordem:
  • O objetivismo metafísico sustenta que as verdades são independentes de nossas crenças, exceto as proposições que são realmente sobre nossas crenças ou sensações, o que é verdadeiro ou falso é independente do que pensamos que seja verdadeiro ou falso.
  • De acordo com algumas tendências na filosofia, como o pós-modernismo/pós-estruturalismo, a verdade é subjetiva. Quando dois ou mais indivíduos concordam sobre a interpretação e a experiência de um evento específico, um consenso sobre um evento e sua experiência começa a ser formado. Se isto for comum a alguns indivíduos ou a um grupo maior, se tornará, então, a "verdade" segundo um determinado conjunto de pessoas - a realidade do consenso. Assim, um grupo específico pode ter um certo conjunto de verdades, enquanto outro grupo pode ter um conjunto diferente. Isso permite que diferentes comunidades e sociedades tenham diferentes noções da realidade e da verdade sobre o mundo externo. A religião e as crenças das pessoas ou comunidades são um exemplo deste nível de realidade socialmente construída.
Para os realistas, o mundo é um conjunto de fatos definidos, que existem independentemente da percepção humana e esses fatos são o árbitro final da verdade. Michael Dummett expressa isso em termos do princípio da bivalência: "Lady Macbeth teve três filhos ou ela não teve, uma árvore cai ou não cai". Um fato" ou uma "entidade factual", por outro lado, é um fenômeno que é percebida como um princípio elementar. Raramente estes conceitos estão sujeitos à interpretação pessoal. Em vez disso, frequentemente, é mais um fenômeno observado do mundo natural.

A proposta de apoio de Galileu à teoria de Copérnico, de que o sol é o centro do sistema solar, é uma teoria que afirma um fato do mundo natural. No entanto, durante sua vida Galileu foi ridicularizado por essa proposição factual, porque muito poucas pessoas tinham um consenso sobre o assunto, a fim de aceitá-la como uma verdade, e em uma época em que o modelo geocêntrico era aceito por todos. Poucas proposições são factuais em conteúdo, no mundo, em comparação com as muitas verdades compartilhadas por várias comunidades, que também são em menor quantidade que as visões do mundo de inúmeros indivíduos. Grande parte da exploração científica, experiência científica, interpretação e análise é feita a este nível.

(06) Axiomas


Axiomas são verdades inquestionáveis universalmente válidas, muitas vezes utilizadas como princípios na construção de uma teoria ou como base para uma argumentação. A palavra axioma deriva da grega axios, cujo significado é digno ou válido. Em muitos contextos, axioma é sinônimo de postulado, lei ou princípio.

Os fatos de um mundo natural seriam verdadeiros apenas em uma construção sistêmica desse mundo. Portanto, em um sistema diferente, os fatos de um outro mundo podem não se manter válidos. O fato de que "o sol nasce no leste" pode não ser válido em um sistema solar diferente onde o planeta pode ser inclinado em um ângulo diferente, ou girar na direção oposta, de modo que a estrela possa subir no horizonte do planeta a partir do oeste, em vez do leste. Daí os fatos de uma entidade sistêmica poderem não ser universais fora dos reinos desse sistema.

No entanto, concepções excepcionalmente raras podem ser universais no ethos. Por exemplo, a ideia teórica dos grupos matemáticos, onde 2+2= 4, seria válida em qualquer processo sistêmico ou em qualquer universo. Na verdade, é uma concepção mais rigorosa e abrangente do que um fato. Formulações matemáticas e proposições da lógica matemática são baseadas em axiomas, e, portanto, esses campos são muitas vezes referidos como disciplinas puras.

A maioria dos conflitos culturais no mundo ocorre quando certos indivíduos ou grupos tentam impor sua realidade fenomenológica ou verdades sobre outras pessoas ou comunidades.

(07) Realidade na metafísica Oriental


Paramahansa Yogananda: realidade única, subjacente a toda forma de vida. Para obter a percepção da verdadeira realidade, o discípulo deve aprender técnicas de concentração e meditação, que proporcionam um estado de percepção elevado.

Hinduísmo: existem diversas realidades (percepção e concepção individual sobre o mundo) e uma única Verdade.Vamos tomar por exemplo um simples: uma criança derruba algumas migalhas de pão no chão enquanto come. A percepção deste fato para ela pode significar uma repreensão dos pais, pois ela ainda não entende a existência de micróbios que possam estar no chão e contaminar o alimento. Esta realidade do mundo dos micróbios para os adultos, é apenas inteligível, não é uma realidade tátil. Para a empregada doméstica, pode significar mais trabalho a fazer. Para uma formiga, pode significar "comida à vista". São realidades completamente diferentes, que fazem parte de uma Realidade maior (ou Verdade) mais complexa, que engloba todas as realidades menores.

(08) Solipsismo


O solipsismo designa uma doutrina filosófica que reduz toda a realidade ao sujeito pensante; doutrina segundo a qual só existem efetivamente o eu e suas sensações, sendo os outros entes (seres humanos e objetos), como participante da única mente pensante, meras impressões sem existência própria (embora frequentemente considerada uma possibilidade intelectual); doutrina segundo a qual a única realidade no mundo é o eu; designação comum a religiosos de certas ordens que se isolam do mundo; vida ou conjunto de hábitos de um indivíduo solitário; vida ou costume de quem vive na solidão; monge que vive na solidão, anacoreta, eremita, ermitão, celibatário, solipso. O solipsismo reveste muitos matizes através da história da filosofia, mas podemos resumi-los em três tendências fundamentais:
  • Solipsismo gnosiológico (gnose, relativo ao conhecimento especial das verdades espirituais): sob o ponto de vista gnosiológico, uma vez que o conhecimento tem como centro a consciência do sujeito, surge a questão de saber como se pode conhecer outras realidades que não são a própria consciência. Neste sentido, o sujeito fecha-se sobre si mesmo e ignora, teoricamente, tudo o mais, embora a prática desminta esta posição teórica nas relações com a natureza e com os outros. O solipsismo gnosiológico não encontra justificação para a afirmação do objeto existente fora da consciência. O imanentismo e o idealismo estariam nesta linha.
  • Solipsismo metafísico: é a tendência a afirmar como ser único, o ser do sujeito. Só que assim ainda poderia se distinguir entre o homem como sujeito e um sujeito absoluto ou transcendente. Embora certas posições a gnosiológicas imanentista dificultem a justificação da realidade exterior à consciência humana, parece que nenhum filósofo terá defendido um solipsismo tão radical do próprio Eu. Resta o idealismo, que põe como única realidade o Eu Absoluto; mas ainda aqui esta posição é muito diferenciada em todas as formas monismo (origem única para todos os seres) idealista.
  • Solipsismo moral: também chamado egoísmo (Kant), situa no sujeito a fonte de todas as normas morais, de tal modo que as apetências (desejo, apetite) do sujeito não aceitem outras normas fora dele mesmo. É mais uma tendência prática que uma teoria, pois não encontra princípios sobre que se apoie sem contradição. Na base do solipsismo está o empirismo radical e o idealismo extremo. A doutrina da intencionalidade, com seus pressupostos ontológicos, sobre o caminho para uma solução clara do problema; o dado inicial não é só a consciência, é a consciência de alguma coisa; o homem é essencialmente ser no mundo e como tal e dado com mundo e no mundo.
(09) Obras Solipsistas


1641 - René Descartes publica "Meditações sobre a Filosofia Primeira", com seis séries de “Objeções e Respostas” nas quais seriam demonstradas a existência de Deus e a imortalidade da alma.

1635 - "A Vida é Sonho" (La vida es sueño, no original) é uma peça teatral do dramaturgo e poeta espanhol Pedro Calderón de la Barca. O texto narra as aventuras de Segismundo, filho renegado de Basílio, rei da Polônia que ao nascer é trancado em uma torre. Seu único contato com o mundo externo é Clotaldo, seu guardião e fiel servo de seu pai. Ele se pergunta se é real o mundo que você vê através da janela e se esta vida é, na verdade, nada mais do que um sonho.

1645 - Giulio Clemente Scotti, um breve elogio contra a Companhia de Jesus chamado de "Monarchia solipsorum." um experimento de pensamento relacionado com a teoria do solipsismo, embora, em princípio diferente, é a teoria dos cérebros em baldes de Jonathan Dancy e Hilary Putnam; ou seja, a crença de que eu posso ser preso dentro de uma realidade completamente desconhecida, de modo que tudo o que se pensa é ilusão.

(10) Niilismo


Niilismo é um termo filosófico que atinge as mais variadas esferas do mundo contemporâneo (literatura, arte, ciências humanas, teorias sociais, ética e moral) cuja principal característica é uma visão cética radical em relação às interpretações da realidade, que aniquila valores e convicções. É a desvalorização e a morte do sentido, a ausência de finalidade e de resposta ao “porquê”. Os valores tradicionais depreciam-se e os "princípios e critérios absolutos dissolvem-se". "Tudo é sacudido, posto radicalmente em discussão. A superfície, antes congelada, das verdades e dos valores tradicionais está despedaçada e torna-se difícil prosseguir no caminho, avistar um ancoradouro".

O niilismo pode ser considerado como um movimento “positivo” – quando pela crítica e pelo desmascaramento nos revela a abissal ausência de cada fundamento, verdade, critério absoluto e universal e, portanto, convoca-nos diante da nossa própria liberdade e responsabilidade, agora não mais garantidas, nem sufocadas ou controladas por nada. Mas também pode ser considerado como um movimento “negativo” – quando nesta dinâmica prevalecem os traços destruidores e iconoclastas, como os do declínio, do ressentimento, da incapacidade de avançar, da paralisia, do “tudo-vale” e do perigoso silogismo ilustrado pela frase de Ivan Karamazov, em Os Irmãos Karamazov, personagem de Dostoiévski: "Se Deus está morto, então tudo é permitido" (na verdade trata-se de mera interpretação de um diálogo desenvolvido entre os irmãos Karamazov, com a "intervenção" do Diabo).

(00) Conclusão


Refletir sobre a Realidade pode nos render uma boa dor de cabeça e a perda de algumas horas de sono (é sério: já são quase 2:30h da manhã e ainda estou aqui tentando encerrar o texto.. hehe), no entanto, ferrar a sua mente pode ser uma coisa boa se ela puder colocar seus neurônios para pensar ao invés de engolir tudo o que vomitam em nossas goelas abaixo.

Há dois parâmetros que podemos usar para concluir nossas ideias sobre Realidade: o Solipsismo e o Niilismo. Os dois são vertentes do ceticismo, sendo o segundo o mais radical. Enquanto o Solipsismo questiona as Realidades e Verdades, o Niilismo as extermina absolutamente.

Não sei vocês, mas eu fico com o Solipsismo, não por querer ficar em cima do muro, com medo da opinião dos outros, mas por me deixar livre do pessimismo exacerbado e aberta, empaticamente, às muitas realidades que consigo perceber. Acredito em muitas coisas, portanto não sou Niilista. Mas não acredito em tantos outros conceitos cristalizados pela sociedade, o que me torna mais que um Solipsista.

Fantasmas, Ovnis, Deuses e Demônios, Evolução da Consciência Humana, Fatos bizarros: são todos assuntos que costumo estudar para poder postar no site. Seriam todos eles reais verdadeiramente? Ou apenas um meio de conhecer melhor o mundo em que vivemos? Ou ainda: seria uma maneira de aprender sobre coisas a fim de construir uma argumentação mais convincente, crível e aberta de todas as coisas? Um fato é que diálogos e debates sempre nos fazem crescer mentalmente, portanto, o que vocês concluem sobre o que seja a Realidade? Existe algo que podemos chamar de Matrix ou Bolha e que nos impede de ver a Realidade verdadeira? Acredito que, por sermos seres de 3ª dimensão, não temos os órgãos necessários para enxergar tudo ao nosso redor e mais além, o que invalidada completamente a Realidade implantada.

Acho que passarei mais alguns anos para conseguir absorver por completo essas teorias, sinto minha mente totalmente estuprada neste momento. hahaha... Será que é possível engravidar uma mente? Tenham bons sonhos pelos próximos dias. 0.o

Fontes e agradecimentos:
Andrew Pessin, "Filosofia em 60 Segundos" ("A Mulher dos meus Sonhos")
Taringa (em Espanhol, livros sobre)
Wikipédia (Realidade, Niilismo, Solipsismo)