05/11/2015

Ravi Shankar Retornou para Encontrar seus Assassinos


Você acredita em reencarnação? Ainda hoje há muita discussão em torno deste tema, mas falaremos aqui em ciência, investigação séria, e evidências irrefutáveis de um caso extraordinário. Conheça a história de Ravi Shankar, que confrontou seus assassinos aos 4 anos de idade, após lembrar-se de sua vida passada, em que foi mortalmente ferido e da qual trouxe uma marca muito peculiar, exatamente onde havia sido atingido. O caso foi extensamente estudado pelo Doutor Ian Stevenson, renomado pesquisador nesta área. Assista também ao vídeo no final da matéria!


Diversos sistemas religiosos e filosóficos têm, como eixo central, a ideia da reencarnação, segundo a qual uma porção do Ser é capaz de subsistir à morte do corpo físico e retornar muitas vezes a esse mundo, nascendo sucessivamente a fim de sanar karmas ou missões de evolução. Pitágoras foi um dos defensores desta teoria, também chamada de "Transmigração da alma" ou "Metempsicose".

O dr. Ian Pretyman Stevenson foi um dos maiores especialistas mundiais em casos de reencarnação, viajando pelo mundo afora no encalço de casos de crianças que parecem se lembrar de vidas passadas. Ele era cientista e professor de Psiquiatria da Universidade da Virginia, um dos mais importantes pesquisadores na temática das experiências espirituais. Sua pesquisa incluía Reencarnação, Relacionamento entre Mente e Cérebro, e a Continuidade da Personalidade Após a Morte. Carl Sagan (renomado cientista e escritor) expressou que os estudos de Stevenson era um dos poucos estudos sobre Fenômenos Paranormais que realmente mereciam ser analisados.


O Dr. Stevenson fez um extenso trabalho sobre "marcas e defeitos de nascença", onde havia evidências de que seriam geradas ou herdadas de sua existência anterior. Um de seus casos mais notáveis é o de Ravi Shankar, que atualmente é um líder espiritual, e sua mensagem tem como eixo central estudos sobre reencarnação. Ele nasceu em Kanauj, Estado de Uttar Pradesh, norte da Índia, em 1951.

Sri Sri Ravi Shankar
Desde sua infância, por volta dos 2 anos de idade, Ravi afirmava que, na verdade, era filho de um homem chamado Jageshwar, que era barbeiro em Chhipatti, distrito de Kanauj. Perguntava frequentemente a seus pais, onde estavam seus brinquedos da vida passada: uma pistola de brinquedo, um elefante de madeira, um relógio e sua mochila da escola. Esses eram brinquedos que sua família atual não podia lhe proporcionar. Seu pai da vida presente, Babu Ram Gupta, não acreditava em uma só palavra do que ele dizia, e começou a espancá-lo para fazer com que parasse de falar bobagens. Os castigos corporais pouco adiantavam para reprimir as lembranças de Ravi, e ele ficou ainda mais obcecado com as reivindicações de sua vida passada à medida que ficava mais velho. Chegava a dizer que estava ali incomodando sua nova família e amigos, e ameaçava constantemente voltar para sua antiga família.

Dizia que fora atraído para longe por dois homens, um lavador e um outro barbeiro, que o levaram para um pomar perto do Templo Chintamini, e o assassinaram cortando sua garganta e posteriormente o enterraram na areia. Ele chegou a desenvolver a estranha ilusão de que seus assassinos da vida anterior ainda perseguiam-no. E, embora a história toda fosse fantástica, Ravi nascera com uma bizarra marca: uma cicatriz de 5 centímetros de comprimento abaixo do queixo, que lembrava um tipo de ferimento feito por faca. Ravi contava essa mesma história a seus parentes, a seus amigos e aos seus professores na escola.


Templo Chintamini
As lembranças e a ideia fixa de Ravi, depois de muito tempo, finalmente foram associadas a um assassinato ocorrido naquela região, a cerca de 800 metros de sua casa, em um distrito nas redondezas, seis meses antes de seu nascimento. No dia 19 de janeiro de 1951, Ashok Kumar, familiarmente chamado de Munna, o filho único de 6 anos de idade de Jadeshwar Prasad, um barbeiro local, foi assassinado por dois homens, que o decapitaram. Algumas pessoas viram seu filho sendo levado por dois homens Jawahar, um barbeiro, e Chaturi, um lavador. Esses homens eram, na verdade, parentes da vítima, que queriam herdar os bens imóveis do pai do menino. Essas declarações levaram os assassinos à prisão e quando o corpo de Munna foi encontrado sob a areia, assim como Ravi havia dito, Chaturi, o lavador, confessou, extraoficialmente, o assassinato, mas depois retratou sua declaração. Embora os assassinos tenham sido presos, por falta de mais testemunhas e provas conclusivas, o caso foi arquivado e eles acabaram sendo libertados.


Jageshwar Prasad ficou extremamente ofendido e com raiva do caso ter sido arquivado e, quando ficou sabendo das declarações de Ravi, decidiu visitar a família Shankar para verificar os relatos pessoalmente e verificar se ele era seu filho renascido.


O pai de Ravi recusou violentamente este encontro, por medo de que, reabrindo o caso, os assassinos quisessem ferí-lo. Mas alguns dias depois a mãe de Ravi desobedeceu seu marido e provocou o encontro em 30 de julho de 1955. Ravi tinha apenas 4 anos de idade, e imediatamente reconheceu seu pai da vida passada, e o relógio que ele estava usando, que foi dado a ele por Munna, em Bombay. O barbeiro conversou com Ravi por um longo tempo, e o rapaz, gradativamente, contou-lhe sobre seus brinquedos, e muitos outros detalhes, o que Prassad confirma. Ravi chegou até a dar-lhe informações detalhadas sobre seu assassinato, indicações conhecidas apenas por Jadeshwar e pela polícia. A morte de Munna, de maneira tão hedionda, foi a causa de sua mãe ter enlouquecido, de modo que ela nunca aceitou o desfecho e guardara seus objetos pessoais, inclusive seus brinquedos, enclausurados em um armário, esperando que ele retornasse.

O pai de Ravi, Ram Gupta, temia pelo filho, e as consequências do envolvimento e mandou Ravi viver fora do distrito por mais de um ano, possivelmente com parentes próximos. Logo depois Ram Gupta morreu.

A família de Ravi vivia próxima do local onde ocorreu o assassinato de Munna, de modo que era comum que, em algum momento, eles se cruzassem pela cidade. Certa vez, Ravi estava com sua mãe em uma cerimônia religiosa, quando estremeceu ao ver um homem estranho na multidão. Ele reconheceu que era Chaturi, o lavador, e ferozmente jurou que vingaria sua morte. Quando a mãe viu a reação do filho com aquele homem desconhecido, procurou saber quem ele era e descobriu que ele estava sendo investigado pela morte de Munna.


Um de seus professores reconheceu a importância de suas declarações e escreveu para o Dr. B. L. Atreya, que foi o primeiro a investigar o caso. Em 1956, ele correspondeu-se com Jageshwar Prasad e coletou consideráveis testemunhos, como por exemplo o de Shriram Mishra, a professora de Ravi. O Professor Atreya não entrevistou pessoalmente os testemunhos, mas foram colocados à disposição do Dr. Ian Stevenson e pareciam justificar uma investigação mais apurada. Em 1962, Dr. Jamuna Prasad com o Sr. R. S. Lal e Sr. H. N. Banerjee visitaram o lugar do caso e entrevistaram uma porção de testemunhas. E, em 1964, o próprio Dr. Ian Stevenson visitou o local e encontrou-se com Ravi, quando este tinha 13 anos de idade. Ele entrevistou novamente algumas pessoas que o Dr. Jamuna entrevistara e também alguns outros que ainda não haviam dado sua posição, e descreveu a marca, que corria horizontalmente atravessando o pescoço de Ravi, como sendo de 1/8 a 1/4 de polegada, com pigmentação mais escura que o tecido envolvente e que tinha qualidade de pontilhado de cicatriz. "Parece muito com a cicatriz antiga de um ferimento a faca curado", disse ele. De acordo com testemunhas, a marca era muito maior quando ele nasceu, mas que foi diminuindo conforme Ravi crescia e ficava mais velho.


Em 1969, o Dr. Stevenson encontrou-se com Ravi a fim de uma entrevista para dar seguimento à investigação do caso. Ravi já tinha 18 anos e entrara na faculdade. Ravi disse que suas memórias de sua vida passada e sobre Munna haviam desaparecido e tudo que ele se lembrava era das coisas que as outras pessoas lhe contavam sobre o que aconteceu em sua infância por conta destas lembranças. Suas fobias, por barbeiros e navalhas, haviam também desaparecido, embora se sentisse desconfortável sempre que tinha que passar perto do Templo de Chintamini, onde Munna foi assassinado. E, mesmo nos dias de hoje, a estranha marca ainda exibe os indícios de seu assassinato.

Assim como este caso, o Doutor estudou outros cerca de 895 casos, onde 35% foram atestados e documentados, sendo as marcas de nascença um dos fatores preponderantes para a conexão mais íntima e para coletar provas de sua reencarnação. Ele escreveu vários livros, entre eles, "Reincarnation and Biology: A Contribuition to the Ethiology of Birthmarks and Birthdefects" ("Reencarnação e Biologia: Uma contribuição para a Etiologia por Marcas e Defeitos de Nascença). São 2300 páginas incluindo 210 casos verificados.


Para terminar encontrei este vídeo que mostra o debate entre alguns cientistas quanto à veracidade da Reencarnação: Episódio da série "Mysterious Forces Beyond", transmitido pelo canal a cabo GNT em 31/07/1997, mostra alguns casos sugestivos de reencarnação, bem como a terapia de vidas passadas (tvp), que tem como base a lembrança de fatos traumáticos ocorridos em vidas pretéritas para a cura de sintomas da vida atual. Participações e depoimentos de Bernhard Haisch, Ian Stevenson, Richard Ofshe, Brian Weiss, Susan Lombardo, Michael Persinger, Virginia Tighe (Bridey Murphy), Laurel Phelan, Geoffrey Ashe, JacQuaeline e Greg Vogel. Apresentação de Nick Mancuso.


Analisando o caso com os nossos leigos olhos de meros Curiosos e Buscadores, alguns poderiam dizer se tratar de mera coincidência, ou que talvez o menino ouviu as histórias por meio de parentes que comentavam o caso, já que estava sob investigação e possivelmente estaria estampado em muitos jornais da época. No entanto, as evidências falam por si, já que o menino detinha informações que apenas a família e a polícia tinham, além de se lembrar de toda a tragédia e das pessoas envolvidas no dia de sua suposta morte em outra vida. No final das contas, não se trata de religiosidade, nem mesmo de um caso que envolva opinião, já que foi extensivamente estudado e catalogado tantos casos pelo mundo afora, mas fica em suas mãos decidir o que este mistério tem a ver com você. Se você conhece a Teoria da Bolha, entenderá que somos ensinados a acreditar apenas naquilo que manda o roteiro social, e como Ravi, somos treinados a esquecer de quem somos verdadeiramente a fim de nos enquadrarmos no modelo do Sistema e da Matrix. Como escapar da Bolha? Ainda não tenho uma fórmula, mas com certeza, estudando, aprendendo, buscando a Verdade escondida nas entrelinhas de sua existência.

E este é o vídeo do nosso canal, onde eu explico o caso. Assista também!


Fontes:
Google Images,
"O Livro dos Fenômenos Estranhos", de Charles Berlitz,
"Twenty Cases Suggestive Reincarnation", de Ian Stevenson,
"Children's Past Lives", de Carol Browman.